[Resenha] Mais lindo que a lua


Título original: Everything and the moon
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro

            Se amor a primeira vista existe de verdade, essa é a única explicação para dizer o que de fato aconteceu a Victoria Lyndon, filha de um vigário, e Robert Kemble, conde de Macclesfield. Foram necessários apenas 5 segundo para que o jovem casal estivesse completa e perdidamente apaixonados um pelo outro. Porém, essa união de classes  sociais tão distintas não foi bem vista aos olhos dos pais de nenhum dos dois jovens e o plano de fuga que foi traçado para que tudo ocorresse da melhor maneira, foi bruscamente interrompido pelo pai da moça. Além disso, umas séries de informações desencontradas e mal interpretadas acabaram por impor um triste fim ao romance.

            Após sete longos anos, nos quais Victoria passou por poucas e boas trabalhando como preceptora dos filhos da aristocracia, ela e Robert se reencontram. Não da maneira mais adequada: ela perdida a horas no labirinto da propriedade em seu emprego. Robert correndo atrás de um rabo de saia de uma mulher casada. Mesmo depois de todo esse tempo, a química entre os dois é palpável e apenas um cego, não iria perceber o quanto os dois ainda são extremamente apaixonados um pelo outro.

            Uma coisa me incomodou bastante nesse livro, o relacionamento abusivo, o sentimento possessivo entre Robert e Victoria. Desde o momento em que se reencontraram ele tratou a mocinha como se fosse uma propriedade sua, sem dá margem para que ela sequer a oportunidade de se demitir do emprego, ou mesmo em alguns momentos escolhesse o que iria comer. E por mais que Victoria se negasse a atender aos caprichos desse homem no início ela acaba cedendo em nome “do amor” as vontades dele.



            Sim, em certos momentos da narrativa esse sentimento de posse foi essencial para salvar a vida de Victoria, mas não justifica o fato dele impor suas vontades e caprichos a ela. Pela primeira vez, Julia Quinn não escreveu um romance em que o protagonista fosse visto com bons olhos pela grande parte dos leitores.

            Além disso, podemos vê o quanto as interpretações e prejulgamentos das pessoas a nossa volta interferem e terminam por mudar radicalmente nosso destino. Se não fosse pela intromissão dos pais dos jovens, Robert e Victoria haveriam fugido e se casado, ou melhor, nem tivessem precisado planejar essa fuga. Os relacionamentos interessam apenas as pessoas envolvidas, sem a necessidade de intromissões ou mesmo de exposição exagerada do casal.

            O cenário da história também é diferente, aqui temos praia e campo, com direito a porto pesqueiro. É bem interessante quando as narrativas fogem do tradicional cenário dos bailes das temporadas londrinas, pois amplia nossos horizontes e principalmente a perspectiva da vida naquela época. 

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