[Resenha] As Sete Irmãs



Título original: Seven Sisters
Autora: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
                Maia D’Apliese é a filha mais velha do misterioso Pa Salt, um homem extremamente rico que passou a vida trabalhando para ganhar dinheiro e cuidando das suas meninas. Agora, as seis moças que foram adotadas e escolhidas pelo patriarca em diversos lugares do mundo estão reunidas após um longo período, para se consolarem já que o pai faleceu. Com personalidades bem distintas as seis irmãs buscam entender o que aconteceu a Pa Salt, já que em nenhum momento da sua vida ela havia demonstrado qualquer sinal de fraqueza ou doença.

                De todas as filhas, Mia foi a única que continuou a morar na bela mansão que foi lar da infância de todas as garotas, ao Sul da Suíça. Na verdade, o que Maia queria era se esquecer  do passado que  esconde até mesmo da sua irmã e melhor amiga, Ally, a segunda menina que foi adotada e é três anos mais nova que Maia. Assim, quando Pa falece e ela se vê sozinha, passa a se sentir isolada e excluída da família. Não que ela tivesse sua própria vida, mas o fato de ter optado por trabalhar em casa, à fez fechasse em seu próprio universo.

                Porém, o que nem Mia ou nenhuma das outras irmãs esperavam é que com sua morte, Pa Salt deixasse além da herança, a determinação de que todas as suas filhas fossem em busca de descobrir suas origens. Com isso, nós leitores e Maia, embarcamos em uma viagem no tempo para época em que o Brasil era o maior produtor e exportador de café do mundo. É nessa mesma época também que tem-se início a construção da estatua do monumento mais famoso do Brasil: o Cristo Redentor.

                Ao sermos levados para Belle Époque do Rio, em 1927, conhecemos Izabela Bonifácio, a única filha de um grande e rico fazendeiro de café. O pai da moça impõem a filha um casamento sem amor com um dos jovens de família mais tradicional e da elite do Rio de Janeiro. O problema é que, além dela querer viajar para a Europa, Izabela acredita que um casamento tem que ser celebrado com amor, não apenas pelas convenções sociais.

                Ao entender que Izabela só seria feliz no casamente após realizar essa viagem, o noivo dela convence o pai da moça de que ela precisa realizar esse sonho. Assim, ela parte para a Europa com a família do arquiteto responsável pela construção do Cristo, pois suas famílias são bastante amigas.

                Na Europa, as primeiras impressões da jovem são as melhores possíveis, mas o fato de ficar presa em um apartamento próximo a parte boemia de Paris, faz a moça sentir-se bastante frustrada. Porém, as novas amizades que faz na cidade luz, levam Izabela se abrir para o mundo e finalmente para o amor.


                Sem sombra de dúvidas, “As Sete Irmãs” foi uma das melhores leituras desse ano. Poder conhecer um pouco da história do nosso país, mesmo que seja como cenário para a um romance é bem legal, especialmente quando uma pessoa que não nasceu aqui no Brasil, como a Lucinda escreve com tanto carinho sobre a nossa história. É fato que em vários momentos, nos apaixonamos por Izabela e Maia e torcermos para que as personagens consigam realizar todos os desejos. Porém, alguns secretos ao serem revelados nos fazem pensar em como agiríamos se fosse conosco. Mas, nada de julgar as personagens, cada pessoa tem que aprender com seus próprios erros e aprender a tirar a melhor lição deles.


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