[Resenha] Valentina - Ano 1


Título original: Valentina – Ano 1
Autora: Juliana Arruda

                Valentina tem 16 anos, mora em Recife e tem as melhore amigas da vida. Ela cresceu com a avó, pois a mãe precisou ir morar do outro lado do planeta, na Coreia do Sul e assim conseguir garantir uma vida melhor para a família, afinal o pai da Tina foi um verdadeiro covarde ao abandonar mulher e filha pequena. Ela cresceu estudando na mesma escola, lugar em que seu crush supremo também frequenta afinal não qualquer garoto é o Fabiano Borba.

                Desde a 7ª série que a Tina é apaixonada por ela, mas a Mimosa, ou melhor, a Penélope Rios (também chamada junto com sua corja, de “Realeza Imperial”) sempre dá um jeito de estragar os planos da moça, esfregando o decote na cara do garoto. Mas, esse ano será diferente, pois depois de passar as férias frequentando as pistas de skate da Rua da Aurora, no Centro do Recife, Tina está cada vez mais próxima de ter o boy-magia da escola, especialmente depois que ela descobre que o Fabiano também está afim de ficar com ela.

                Parece que a vida de Valentina está realmente entrando nos eixos, quer dizer: depois de tantos anos morando fora a mãe da garota está voltando de vez para o Recife, mas ela não vem sozinha. Na mala vem o novo marido e o filho dele, os coreanos que a mãe tanto fala nas conversas com a filha. A princípio essa informação não incomoda Tina em nada, afinal além de ser um “Rebel Girl” e sempre precisar escapar das broncas que o tio Gustavo (diretor do colégio e amigo da mãe) dá a ela, a moça só tem olhos, pensamentos, ouvidos e todas as partes do corpo para do Fabiano. Mesmo com as amigas dizendo a ela que o cara é o maior “galinha” da escola.

                Até que um dia, ao chegar da escola Tina se depara com um garoto estranho em seu quarto, usando seu banheiro. Sem nem pensar duas vezes, ela ataca o sujeito que cai de cara no chão. Mas, para sua surpresa a moça descobre que aquele “estranho” é o seu “novo irmão” que acabou de chegar da Coreia. Seung Jo é irritante, prepotente e totalmente esnobe. Por ter nascido em um país de cultura completamente diferente do nosso, ele acha que tem direito de ser ignorante com a madrasta, ou seja, a mãe da Tina. Para piorar as coisas, o garoto se acha no direito de chamar a garota de “Urubu” na frente da Realeza Imperial, não precisa nem dizer que o sangue da pernambucana ferveu com toda essa falta de respeito do “coreba”.

                Mas, mesmo com todos os defeitos uma coisa Valentina não podia deixar de reconhecer, Seung Jo era bonito. Ou melhor, ele era gato! Com direito a ser inteligente e em alguns momentos o defensor da garota. Mas, acima de tudo a voz e os acordes que ele tira da guitarra são as coisas mais impressionantes que Tina já ouviu na vida.

                Como todos esses atributos, não é surpresa para ninguém que Seung Jo se torne o garoto mais popular da escola em menos de uma semana. Só que esse fato não passa despercebido pela Penélope, que passa a deixar o Fabiano de lado para se jogar nos braços do novo aluno. Mas, aí surge um novo problema: essa situação que tinha tudo pra agradar Valentina passa a incomodá-la de um jeito muito estanho.

                Quando conheci Juliana Arruda e ela me falou que era escritora, nunca pensei em duvidar do talento dela. O problema é que “Valentina” nunca chegava em minha caixa de e-mail. Um dia, quando ela finalmente me enviou o arquivo e a cada página me fez voltar a ver os corredores do colégio em que estudei, tive ainda mais certeza e orgulho dela. A narrativa de “Valentina – Ano 1” nos leva de novo aos corredores da escola, com as garotas e garotos mais populares e que muitas vezes nos decepcionam. Nos leva também a reconhecer as verdadeiras amizades, mesmo aquelas que nós escondem suas frustações e medos para não nos magoar. E principalmente, a narrativa nos leva a reviver nosso primeiro e verdadeiro romance da adolescência, aquele mesmo que começa da maneira mais diferente e que nos marca para sempre.

                Apesar de parecer um livro “água com açúcar”, a narrativa de “Valentina” deve ser lida e apreciada por pais e filhos, pois nos leva ao debate de vários temas mais do que atuais e principalmente, ajuda no debate sobre o caráter das pessoas. Nem preciso dizer que já cobrei a autora o segundo volume da série. 

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4 comentários :

  1. Eu ia comentar ontem, mas o apagão não deixou rsrs
    Que resenha mais linda, Thati! Realmente "Valentina"é tudo isso mesmo! Me apaixonei pela história e a maneira com ela nos faz voltar ao tempo de escola, e o romance fofo estilo dorama <3
    Tô ansiosa demais pelo segundo livro também! HAHAHA

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    1. EU também acho Lid. Vamos vê se Julis não demora tanto para postar o segundo volume

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  2. Ai, meu Deus! Que resenha lindaaaaa! Que bom que gostou, Thati! 😍😍😍

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    1. Apenas mande o segundo livro. Obrigada. De nada

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